Workaway: Porque você também deveria fazer...

quinta-feira, setembro 01, 2016 |

Bom, nos últimos oito meses eu estive viajando. Engraçado que quando falo isso, a maioria das pessoas pensa (e às vezes fala): “Nossa! Que sortuda”, “É rica!”, “Que vidão!”. E eu estou aqui pra dizer que não sou rica, nem fiquei todo esse tempo num vidão por pura sorte. Me explico.
Há aproximadamente um ano estava entediada, cansada da rotina, da cidade em que vivia, de fazer as mesmas coisas sempre. Queria viajar, passear, viver novas experiências, mas não sabia o que, nem onde, nem como (pq não tinha grana). Foi aí que me lembrei que uma amiga me havia mostrado uma plataforma online que reúne viajantes com pouca grana e pessoas das mais diversas áreas e de todo o mundo que estão buscando voluntários para darem uma força, oferecendo em troca comida e alojamento.
Eu pensei: “Perfeito!”. Entrei no site do Workaway uns dois meses antes de arrumar as malas e me mandar. Lá você faz um perfil (quanto mais completo, melhor!) paga uma taxa de 29 dólares e tem direito a usar essa plataforma por dois anos. Feito o cadastro,você começa a buscar hosts e trabalhos que te interessem, mas toda busca começa com o local, então a primeira coisa que você precisa definir se quiser viajar como Workaway é o destino.
Uma vez que você já sabe para onde quer viajar, começa a busca por hosts. Os trabalhos são os mais diversos possíveis, mas a verdade é que a grande maioria são fazendas orgânicas e locais de permacultura (isso porque o Workaway é meio filho do wwoof que é uma plataforma específica para voluntariado em fazendas orgânicas), ou Hostels, aqueles “hotéis” de baixo custo, onde se compartilha quarto, banheiro e principalmente, bons momentos com os diversos hóspedes.

Hostel em Córdoba, Argentina onde fui voluntária.

Tá, e aí? Como falo com os hosts? Como me apresento? Bom, antes de mais nada é bom saber que hosts são pessoas, seres humanos como eu, você, pessoas bacanas, outras nem tanto, algumas confusas, enroladas, algumas desconfiadas, outras super abertas, enfim, tenha paciência e procure perguntar o máximo de informações e também informar tudo o que puder sobre você, o período que pretende passar com o host, suas expectativas, suas experiências, se tem alguma restrição alimentar, doença, alergia, etc (afinal você vai MORAR com eles durante um tempo).
De modo geral, os trabalhos nunca são muito pesados e não passam de 25 horas semanais, assim você tem tempo livre para turistar um pouco, fazer amigos e mesmo se integrar com seus hosts em atividades que não são de trabalho. Mas, é bom sempre se certificar das condições de trabalho de cada lugar porque elas variam muito de um para outro e nem sempre estão claras no perfil dos hosts.


Em San Rafael, Argentina.

Falando um pouco da minha experiência, tive algumas maravilhosas, algumas mais ou menos e algumas péssimas! Pois é, esteja preparado porque algumas coisas podem sim sair diferente do que foi combinado, mas como já disse, são relações humanas, qualquer relação humana, profissional, amorosa, familiar é passível de dar ruim. Mas também pode dar super certo e quando isso acontece é mágico!

Com um casal super simpático numa fazenda em San Rafael, Argentina.

Trabalhando como Workaway  passei por Buenos Aires (e várias cidadezinhas minúsculas ao redor da capital argentina), Córdoba e San Rafael na Argentina. Estive em Santiago, Linares, Pucon e Puerto Varas no Chile. Aqui no Brasil, trabalhei em Porto Alegre, Aracaju e Salvador. Dentre os trabalhos, estive em fazendas orgânicas, hostels, numa fazenda de produção de óleo de coco, numa fábrica de chocolate artesanal, num restaurante vegano, só para citar alguns.

Chocolateria belga no sul do Chile, onde voluntariei por duas semanas.

Em cada um desses lugares eu aprendi muito, mas muito mais do que o trabalho em si, porque, no fim das contas, Workaway  não é troca de trabalho por hospedagem e alimentação. Essa maneira de viajar vai muito além da perspectiva de trocas materiais que estamos tão habituados no regime capitalista. Tem mais a ver com a idéia de dar e receber, se abrir para novas experiências, novas maneiras de ver a vida, de se relacionar com o trabalho, com as pessoas, com o dinheiro. É entender que, quando se é voluntário, não importa sua conta bancária, seus títulos acadêmicos, se aquele trabalho vai te trazer benefícios ao currículo e te abrir portas para outros empregos. Sei que essa fala é meio clichê, mas foi exatamente assim que me senti quando passei por tudo isso.
É uma vivencia que eu super recomendo. Espero que esse post tenha ajudado a tirar algumas dúvidas sobre trabalhar em troca de hospedagem e que inspire mais pessoas a viverem essa experiência única.

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2 comentários

  1. Oiii meninas, adorei o post, nem sabia da existência desse programa, muito legal, que experiência incrível heim!

    Bjinhooo

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    Respostas
    1. Oi Chris!!! :D
      Pois é, esse programa é muito bom para os mochileiros de plantão, e com garantia de experiências incríveis.

      Obrigada pela visita!

      Beijos!

      Excluir

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